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Prevenção de acidentes e resgate em aventura
No último dia 15 de fevereiro, na Livraria Leitura do BH Shopping, em Belo Horizonte, a World Adventure Society reuniu três especialistas em resgate para um bate-papo sobre a prevenção de acidentes em aventuras do ponto de vista do resgate. Participaram da mesa: Prof. Lemuel Araújo, da Polícia Civil de MG, Coronel Teixeira, do Corpo de Bombeiros de MG e Coronel Leite, da Força Aérea Brasileira, todos com grande experiência em atividades de resgate. Além dos especialistas, completou a mesa Al Andrich, presidente da WAS. O público presente reuniu cerca de oitenta pessoas muito interessadas nesse assunto que ganhou elevada importância nas últimas semanas devido a alguns acidentes que ganharam notoriedade na mídia, como o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho e a morte dos montanhistas brasileiros no Fitz Roy. Várias perguntas foram respondidas e a importância maior dessa reunião foi a afirmativa unânime de todos que o mais importante é planejar para previnir. A capacitação e treinamento (atividade ministrada pelos profissionais que formaram a mesa) é o caminho mais certo para que o aventureiro saia preparado e tranquilo para todas as suas aventuras. “Hoje o mercado tem cursos disponíveis em várias modalidades para atender aos mais ávidos aventureiros, de atendimento pré hospitalar a sobrevivência, e esses caras aqui são os professores ideais para quem quer ter um treinamento de qualidade” afirmou Andrich sobre a capacidade dos especialistas em transmitir seus conhecimentos para alunos de suas turmas. Coronel Leite oferece um cursos de sobrevivência através de seu site: http://www.coronelleite.com Coronel Teixeira e Prof. Lemuel Araújo oferecem resgate, APH e outros através da ATAC Treinamentos :http://www.resgatetatico.com.br/tatico.html
18/2/2019
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O que é Alimentação Sustentável – O exemplo que vem do mar
Você sabia que cação é tubarão, e que consumir sua carne não significa ter uma alimentação sustentável e nem saudável? Por ser predador de topo o tubarão é imprescindível para o equilíbrio da cadeia alimentar no oceano. Ele também conhecido como o “lixeiro do mar” por se alimentar inclusive de peixes que estão morrendo. Por isso seu papel é fundamental para o meio ambiente marinho. Além disso é um dos peixes que mais acumula metal pesado em sua carne, principalmente mercúrio. Isso porque ele se alimenta de peixes grandes que se alimentaram de outros menores e assim por diante, e que acumularam produtos em seus organismos, num processo conhecido por bioacumulação. Por esses motivos seu consumo não é sustentável e nem saudável.Porém, poucas pessoas sabem disso, e a famosa moqueca de cação ainda é um prato típico brasileiro servido em restaurantes e ensinado em escolas de gastronomia.O Movimento Cook 4 Life acredita no equilíbrio na alimentação, e por isso não associamos comida saudável e sustentável somente ao veganismo. É possível ser saudável e sustentável com uma cultura alimentar variada, desde que sejam consumidos ingredientes naturais que não ameacem o meio ambiente. Diga não aos industrializados em geral, aos excessos de gordura, de sal e açúcar, e busque uma dieta balanceada.A alimentação sustentável considera uma dieta equilibrada, preocupada com a ORIGEM do que você está consumindo, que deve fazer bem para você e para o Planeta!‍‍O exemplo que vem do mar‍Porque vivemos em um barco desde 2011, acompanhamos de perto e diariamente as transformações no oceano. Mas o mesmo vale para o que vem da terra, se pensarmos nas áreas desmatadas, nos agrotóxicos utilizados, no descarte de poluentes em rios e tantos outros problemas ambientais. Sustentabilidade significa: "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades".Mas não estamos mais falando de garantir somente o futuro. Os recursos naturais são limitados e cada vez mais é preciso ter consciência que estão sendo utilizados acima do limite, por isso é urgente garantirmos o presente! Mas ainda é possível reverter essa situação. Esse é um dos objetivos do Movimento Cook 4 Life. ‍‍Como podemos ter uma alimentação sustentável e saudável ?‍A preocupação com dietas saudáveis é uma realidade na grande maioria das mesas, mas acho que falta informação prática sobre o que é saudável e ao mesmo tempo sustentável. Muito se fala sobre como os arrotos emitidos pelo gado, ovelhas e porcos contribuem significativamente para o aquecimento global, por serem gases de efeito estufa (metano). E também nas áreas desmatadas para pasto e alto consumo de água (cada bovino consome em média 50 litros de água por dia).Porém substituir a carne vermelha por peixe e comer pescado ameaçado de extinção, certamente não estará contribuindo para a sustentabilidade do planeta. Daí nasceu a ideia do Movimento Cook 4 Life! Queremos incentivar o uso de ingredientes de origem animal e vegetal saudáveis e também sustentáveis! Acreditamos que uma alimentação é saudável e sustentável quando faz bem para você, mas também faz bem para o planeta. Vamos te dar muitas dicas, informações, esclarecimentos, troca de conhecimento sobre alimentação saudável e sustentável. Através deste blog, das redes sociais, de encontros virtuais e presenciais queremos divulgar receitas práticas e informações para uma vida mais saudável e sustentável. Traremos informações sobre sustentabilidade no mar e na terra. ‍‍Sim, ser sustentável pode ser mais fácil do que você pensa!‍O Brasil desperdiça mais de 41 mil toneladas de alimentos por ano. 30% dos alimentos produzidos são desperdiçados no mundo todo. E grande parte desse descarte acontece entre o vendedor e o consumidor final. É aquele legume feinho, aquela fruta torta, aquele resto de feira que acaba indo para o lixo!Evitando o desperdício, diminuiríamos a necessidade de produção de alimentos em larguíssima escala, e consequentemente o uso de recursos naturais. Existem até aplicativos que podem te ajudar a comprar frutas, verduras e legumes com carinha diferente, mas saudáveis e mais baratos. Nosso bem estar depende da mudança de maus hábitos para bons hábitos, basta querermos!Consuma alimentos saudáveis, dê preferência para uma alimentação orgânica (vegetal E animal), verifique a origem do que você está comprando. Essa é a ideia do Movimento Cook 4 Life: divulgar dias práticas e úteis para o seu dia a dia! ‍‍Equilíbrio: a palavra mágica!‍Em março de 2019 a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) lançou uma publicação que reúne exemplos de boas práticas na redução do desperdício de comida, na promoção de dietas saudáveis e no fortalecimento das cadeias locais de produção. Todos estão preocupados com o desperdício de alimentos e o que podemos fazer para evitá-lo.Esse equilíbrio é urgente e necessário. Mas se pensarmos somente em nós e não analisarmos os impactos para o planeta, em pouco tempo não haverão alternativas saudáveis para ninguém.Vivendo em um barco aprendemos a aproveitar ao máximo tudo o que temos, sem desperdício! Por isso queremos compartilhar nossa vivência prática com você. Pode ser economia de água, energia, gás, ingredientes, o que for. No final tudo contribuirá para uma vida mais sustentável, sem abrir mão do que realmente importa na vida: saúde física e mental!‍‍Faça a diferença! Venha para o Movimento Cook 4 Life‍Por isso convido a todos a participarem do movimento Cook 4 Life! Fique de olho na origem dos ingredientes e prepare receitas saudáveis, gostosas e sustentáveis. Seja você também um agentes de mudança no seu dia a dia. Transforme cardápios tradicionais em cardápios conscientes, que farão bem para você e para o Planeta!‍‍Confira agora 5 dicas sustentáveis:‍Está comprando pescado e quer saber se ele é sustentável ou não? Converse com o #chatbot através do Messenger do Guia de Pescados e descubra na hora se ele tem sinal verde, amarelo ou vermelho para consumo. E se ele for tarja preta, saia fora! Quer saber como evitar o desperdício de alimentos? O projeto Comida Invisível é uma iniciativa incrível com muitas dicas e informações úteis. Tem até um APP para você doar comida para quem precisa.Quer saber as espécies de frutos do mar mais recomendadas para consumo no Brasil, e como são produzidas? Acesse o aplicativo do Seafood Watch, produzido pelo Aquário de Monterey, com informações de pescado do mundo todo. Quer colher suas verduras na hora, livre de agrotóxicas e super saudáveis? Visite o mercado que está inovando em São Paulo Super Saudável. E para finalizar, gosta de carne vermelha mas não quer prejudicar o meio ambiente? Dê preferência para a carne orgânica, que garante uma forma de produção sustentável e mais saudável. Para ter mais dicas siga nosso blog Cook 4 Life e página no facebook agora!
De São Paulo para o Caribe – Nossa vida no catamarã Ocean Eyes
Naquela manhã de julho de 2009 tivemos certeza do nosso sonho: queríamos morar em um veleiro e dar a volta ao mundo. Os motivos para tomar essa decisão variaram de forma e tamanho, desde o stress de viver em uma cidade louca como São Paulo até a irritação causada pela vizinha do andar de cima que insistia em fazer barulho até uma hora da madrugada. O Alcides já nutria este sonho há anos, ou melhor, décadas, e eu sabia somente que não queria morar o resto da vida em São Paulo. Queria ter uma vida mais equilibrada, onde ao mesmo tempo eu curtisse a natureza, cuidasse do corpo, da mente, das amizades, dos laços de família, do relacionamento com o Alcides, enfim, da vida na sua melhor essência.Queria respirar Aventura, pois para mim, Aventura é Liberdade. É aquele sentimento que enche a alma e nos dá a certeza de estarmos vivendo intensamente cada Segundo da vida.Em 2009 fizemos 3 liveaboards decisivos. Primeiro no trimaran Cuan Law, nas Ilhas Virgens Britânicas. Depois no Spirit of Freedom, na Grande Barreira de Corais na Austrália, e por fim no Bilikiki, nas esquecidas Ilhas Salomão, no Oceano Pacífico. Na última viagem voltei aos prantos - literalmente - para o trabalho, na época então Gerente de Tecnologia Educacional da Abril Educação. Algo havia mudado dentro de mim e não havia mais tempo a perder. Alcides escreveu em uma folha de papel e colou no espelho em frente a nossa cama: “Volta ao mundo: partida em 26/06/11”, dia do meu aniversário...Foram quase dois anos de preparativos: eu fiz curso de arrais e amador, e juntos fizemos de Capitão Amador com o saudoso Carlão; aulas de inglês foram intensificadas; estudo e pesquisa do barco tomou as noites do Alcides; me aventurei em curso de edição de vídeo e até de culinária; planejei a árdua estratégia para deixar um emprego de quase 20 anos; e a parte que pensávamos que seria a mais difícil, e que para nossa surpresa não foi: contamos para a família. Vendemos nosso apartamento, nossos carros, e nos desfizemos de (quase) tudo que havia dentro.‍EM MENOS DE DOIS ANOS REALIZAMOS O SONHO‍Em 12 de março de 2011 mudamos de mala (muitas) e “cuia” para nosso querido catamarã Ocean Eyes comprado nas Ilhas Virgens Britânicas. O começo não foi fácil, pois não tínhamos experiência prática nenhuma em veleiro oceânico - Alcides teve escuna, lancha, hobby cat, e eu, nenhuma mesmo. Contratamos nosso broker, Bob Cook, para uma semana de instrução a bordo, e aprendemos que o que importa mesmo, são as amizades... Até hoje temos contato com ele, que sempre faz a previsão do tempo para nossas travessias mais longas.Começamos explorando as Ilhas Virgens, nos aventuramos pelo caldeirão de culturas e paisagens que é o Caribe do Leste, seguimos para as paradisíacas Los Roques e ilhas ABC - na verdade Bonaire, Curaçao e Aruba. Sempre mergulhando, fotografando, filmando, escrevendo artigos, conversando com os moradores, descobrindo projetos ambientais voltados para a vida marinha e tudo que as ilhas tinham para nos oferecer, desde points turísticos até os points secretos.‍A CERTEZA QUE TÍNHAMOS TOMADO A DECISÃO CORRETA AUMENTAVA A CADA DIA‍Resolvemos velejar para as Ilhas Virgens novamente e tomar outro rumo, desta vez para o norte. Lugares mágicos nos aguardavam em Turks e Caicos e também nas Bahamas, até chegarmos na Flórida. Encontros com baleias, tubarões, golfinhos selvagens. A emoção não tinha fim. Em 2014 descemos tudo novamente. Encontramos mais imagens e reencontramos os amigos feitos pelo caminho...Depois de 5 anos e meio velejando e mergulhando pelo Caribe decidimos contar um pouco da nossa história em cada lugar, acrescentando nossas dicas e imagens nesta coluna da WAS. Nós não apenas contamos as histórias, nós as vivemos de corpo e alma. Por isso estamos felizes ao compartilhá-las agora. Esperamos que curtam e que nossas dicas sejam úteis.Quer saber por que batizamos nosso catamarã de Ocean Eyes? Veja no video:Neste outro video contamos um pouco mais do processo de mudança e damos dicas para quem quer viver a bordo.E se você quiser passar uma semana a bordo conosco, velejando e mergulhando com todo o conforto e hospitalidade do Ocean Eyes, entre no nosso site www.oceaneyesexperience.com e fale com a gente.Associados da WAS tem desconto!
Para que serve a tempestade – Ao se lançar ao mar, o marinheiro deve saber aonde ele quer chegar
Ao se lançar ao mar, o marinheiro deve saber aonde ele quer chegar, e ele tem isso bem claro. Ele também sabe do seu propósito ao partir. Ao encontrar uma tempestade no meio do caminho, as suas habilidades vão ser testadas ao limite, e aonde o mar encontrar a sua fraqueza, lá será travada uma batalha. Passado o mau tempo um dia o barco chegará à segurança do porto. Feliz e com um forte sentimento de vitória, o marinheiro olhará para trás e agradecerá ao mar. Sabemos que bons marinheiros são forjados nos mares tempestuosos, e por saber disso ele reconhece a oportunidade. Ele sabe que a tormenta tem um propósito, e também não se esquece do seu. Se não fosse o caos, quem daria a ele a referência e a noção do melhor? Como ele aprenderia a lidar com o imponderável, e como ele poderia dormir no aconchego da sua cama, ou mesmo dar valor a um prato quente de comida? Em certo momento da vida do navegador, ele para de julgar o mar, o vento forte, a marejada, os cortes nas mãos e as noites mal dormidas. Ele simplesmente aceita tudo, e aprende que cabe a ele buscar seus recursos internos, e toda sua experiência para viver a vida entre os elementos. Sem viver o caos, ele nunca aprenderia sobre o discernimento, e sem o discernimento ele jamais saberia como fazer suas escolhas, e assim nunca saberia como tomar uma decisão, e sem tomar decisões, ele jamais chegaria onde ele sabe que tem que chegar. Navegamos muitas vezes sem rumo e nos esquecemos aonde queremos chegar. Nos negamos a vivenciar todas as experiências, por simplesmente não entendermos a natureza dos acontecimentos. Por isso quando o caos se apresenta nos apressamos em julgar. Julgamos quem nos fere, julgamos o mundo, julgamos aqueles que erram e nos julgamos. Nos esquecemos de que a dificuldade mora ao lado da superação, pois ela tem a tarefa de nos dar a referência de onde estamos, e de onde podemos chegar. ​ Em tempos de crise como estamos vivendo, a postura deveria ser de transformação, criatividade, determinação e fé. ​ De nada adianta nos colocarmos na condição de vítimas, pois esta consciência tem acompanhado a humanidade há séculos, e ela tem nos tornado reféns das nossas próprias atitudes. A tempestade é a mais perfeita oportunidade que o caos nos oferece. Deveríamos agradecer ao invés de nos queixarmos. Em se tratando de viagens, a viagem mais perigosa é aquela em que não sabemos aonde queremos chegar, e tão importante quanto saber o destino é saber como vamos realizá-la. Em relação a embarcações, eu recomendo viajar leve, e levar o estritamente necessário, pois quem vai mais leve vai mais longe. Para a vida a regra é a mesma. Podemos ir muito mais longe do que pensamos, e com recursos que nunca imaginamos. Porém quando estamos nos preparando para partir devemos fazer escolhas do que levar e do que deixar. Existem coisas primordiais que não pesam, e na minha maneira de ver jamais devem ser esquecidas. Podemos carregar os nossos barcos com toneladas de sonhos. Devemos levar também o ideal, a honestidade, a honra, o compromisso espiritual, a compaixão, o respeito, a atitude amorosa, a confiança, a fé com toda a nossa humanidade. Tão importante quanto saber onde queremos ir, é saber como vamos fazer a nossa travessia. Todo barco que parte tem que chegar, pois a tempestade é a nossa escola que tem, como na natureza, a habilidade de moldar os nossos valores.
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A Aventura de Viver
Na vida as vezes somos chamados ou pegos de surpresa para nos aventurar por locais incertos: novos empregos, novos relacionamentos, novas montanhas, novos mares e por aí seguimos. O conhecimento nos traz um pouco de conforto e segurança para seguirmos por caminhos nunca antes navegados por nossos corpos e mentes, assim acabamos por rumar rotas desafiadoras onde procuramos controlar nossas emoções de maneira racional. Porém, nossas crenças e culturas por vezes ganham novos sentidos e nos agregam novos valores, ampliando assim nosso foco para novos mundos. A inteligência emocional e seus métodos de treinamento podem nos tornar mais fortes para encarar novas verdades em um mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo. Novas habilidades comportamentais são desenvolvidas quando estamos em contato com a natureza, este elemento mutante que sempre desperta em nosso interior heróis e heroínas que até pouco tempo desconhecíamos. A empatia, o trabalho em equipe, a liderança, o foco, a adaptabilidade, a resiliência e outras competências se fazem presentes em nossas atividades e serão ferramentas essenciais para nossas novas aventuras, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. No mundo corporativo a maioria das demissões são geradas justamente pela falta das habilidades citadas no parágrafo anterior. Não me espanta também serem a grande parcela dos insucessos no mundo da aventura. As habilidades comportamentais conhecidas como Soft Skills são tão importantes e essenciais quanto as nossas habilidades técnicas, as Hard Skills. Um líder de montanha extremamente técnico e um CEO altamente qualificado podem pôr tudo a perder se não possuírem um bom coeficiente emocional. Hoje em dia as empresas procuram bastante qualificar seus líderes em habilidades comportamentais para evitar o grande índice de evasão, visando que os seus times de trabalho possam ter uma melhor performance. É assim na vida, na montanha e no mundo corporativo. O grande diferencial para os novos tempos serão o seu propósito, o seu autoconhecimento e a sua autogestão emocional e interpessoal, capacidades que te propiciarão uma comunicação assertiva e de valor. Em pouco tempo, as habilidades comportamentais poderão fazer parte da formação de guias e instrutores de esportes outdoor, passando a ser um diferencial na qualificação destes profissionais.
Iniciando na Aventura de Mergulho
Quando você fecha os olhos e se lembra do barulho das bolhas de sua respiração e a imagem do fundo do mar toma conta da sua imaginação significa que você mergulhou. Isso mexeu com você e nunca sairá da sua cabeça. Nesse momento você se apaixonou por isso, então experimentou viver uma aventura de mergulho. Aventurar-se pode significar risco para alguns de vocês ou lançar-se ao desconhecido para outros, mas uma aventura de verdade mexe com você; te faz despertar novas sensações e te leva a um nível de autoconhecimento que de outra forma você não experimentaria.Comigo aconteceu assim, me apaixonei pelo fundo do mar, pelas descobertas e decidi viver plenamente em contato com essa aventura.Uma década de vivência com aventuras de mergulhos em meu dia a dia e estou aqui para dividir essa experiência com vocês. Já estive com tubarões, mas não senti medo, aprendi que respeito é o que o fundo do mar e a natureza nos exigem.Mergulhei em águas frias onde uma simples xícara de café, daqueles de garrafa mesmo, tiveram um imenso valor, ou em águas quentes e límpidas onde a sensação de liberdade é ainda maior. Vi várias espécies de peixes se alimentando com seus filhotes: a prática do funcionamento da cadeia alimentar que estudei nos livros.Já vivenciei situações onde percebi que nessa aventura no fundo do mar você deve saber o seu limite de segurança, já chorei embaixo d’água ao ver as pessoas realizando o sonho de criança. O mergulho me impressiona e a sensação de falta de gravidade acentua o sentimento de liberdade.Mergulhamos em duplas e isso nos induz a sempre dividir, compartilhar experiências e sensações.Me tornei fotografo e fã de imagens de natureza, assim consigo compartilhar com as pessoas um pouco da paixão que me atingiu e que espero que atinja você.Começando hoje, irei compartilhar minhas experiências com vocês com as colunas abaixo:‍- Aventuras de Mergulho- Fotografia Subaquática- Iniciando na Aventura de Mergulho- Destinos de Mergulho‍Espero que gostem e contem comigo até debaixo d’água!
Faça fotos sub mais coloridas!
Qual o principal desafio a ser superado na fotografia subaquática? Essa foi a pergunta que me fiz quando decidi fazer fotografia marinha. Esse desafio é o que faz toda diferença entre fotografar no seco ou fotografar na água.Estamos falando da iluminação e do meio que fotografamos, que no seco é o ar, no mergulho é água. Vou tentar explicar de maneira simplificada o desafio e ao terminar de ler essa coluna certamente você terá uma nova ideia de como fotografar embaixo d’água.A água é muito mais densa que o ar e por isso ela “filtra” a luz, é isso mesmo, temos menos luz na água do que fora dela. Então a luz solar tem um efeito diferente na superfície do que dentro da água. Quando a luz sai do ar e penetra água temos efeito da difusão, reflexão, absorção e dispersão da luz.Desse ponto em diante vou falar de maneira mais informal sobre o efeito em si que vai perceber de cada um deles. Os 2 primeiros explicam o porquê chega menos luz solar embaixo d’água, as nuvens, neblina são responsáveis pela difusão reduzindo a quantidade de luz e quando ela chega a superfície da água parte da luz se reflete diminuindo ainda mais a quantidade de luz que chega a água. Quanto mais baixo o sol mais a luz se reflete na superfície da água e mais escura a água. Portanto próximo do nascer e pôr-do-sol embaixo d’água a sensação as vezes é de estar a noite e isso tem forte influência na fotografia.A Perda de Cor é a primeira coisa que irá incomoda-lo ao fotografar embaixo d’água. Antes de conhecer esses conceitos se você já fotografou deve ter percebido que as fotos ficam totalmente azuladas ou esverdeadas dependendo da cor predominante do mar local. Uma referência de quais distância e cores perdemos referência pela absorção de luz dentro da água: • 3 metros – Não se vê o vermelho• 5 metros – Não se vê o laranja• 10 metros – Não se vê o amarelo• 25 metros – Não se vê o verde• Mais de 24 metros – Apenas se vê o azul.Conseguem perceber que me referi a distância dentro d´água e não a profundidade? Porque imagine que você está a 5 metros de profundidade e você com sua câmera está a 2 metros de distância do peixe que vai fotografar. Isso representa 7 metros de distância que a luz percorre dentro d’água até sua câmera registrar a foto. Por isso falo de distância e não apenas profundidade.Qual algumas soluções ou dicas de ouro para fotos coloridas embaixo d’água?‍Primeira dica: Se você não tem um flash potente (flash externo), ou usa uma Action Cam do tipo GoPro®, prefira fotografar em locais raso;‍Segunda dica: Com ou sem flash fotografe o mais próximo possível do assunto (peixe) da sua foto, diminuindo a quantidade de água que a luz vai percorrer;‍Terceira dica: Se não quer se preocupar tanto com a profundidade, tenha um flash externo ou iluminação continua potente para seus vídeos, pois nesse caso você estará levando a luz até o que você quer fotografar. Mas ainda assim chegue perto do que vai tirar sua fotografia senão você também perderá luz;‍Quarta dica: Flashs internos de câmeras não irão te ajudar quase nada se você estiver a mais de 30 cm de distância do que vai fotografar pois sua potência é baixa;Seguindo essas dicas eu garanto a vocês que já vão ganhar muita qualidade nas fotos que fazem independente do seu nível de treinamento.Nos próximos artigos de fotografia subaquática irei falar sobre posicionamento de flashs / iluminações e distorções da fotografia sub;Se você gostou não esqueça de clicar em curtir e compartilhe com seus amigos!Contem comigo até debaixo d’água!
Bahamas — Mergulho com Tubarões
No evento Adventure CrossRoads promovido pela WAS, apresentei imagens do mergulho que fiz com tubarões nas Bahamas. Muitos ficaram curiosos sobre o destino então decidi iniciar essa coluna de Destinos de Mergulho falando sobre esse local. Quando surgiu meu interesse em mergulhar com tubarões pesquisei muito e descobri que as Bahamas é um local privilegiado com um mar cheio de tubarões, parte disso por conta da falha geológica conhecida como “Tongue of the Ocean”, algo como “Lingua do Oceano” que separa a Ilha de Andros e New Providence onde está a capital Nassau e chega a 2000 metros de profundidade. Nessa falha repousam muitos tubarões. Em um dos extremos da Ilha de New Providence temos a operadora de mergulho pioneira em tubarões, a Stuart Cove que opera esse tipo de aventura selvagem desde 1982 iniciado pelo seu fundador. Quando cheguei a operadora tive um agradável surpresa, a base fica no cenário de gravação do filme Flipper, o que me fez resgatar memórias de infância. Conversando com a galera da operadora descobri que as Bahamas são cenário da maioria das imagens sub dos filmes de Hollywood o que torna Nassau um destino de mergulho ainda mais interessante para os cinéfilos, sendo considerado capital mundial dos filmes subaquáticos. Alguns que me chamaram atenção: Flipper, Mergulho Radical I, 007 e o próprio filme Tubarão. As águas das Bahamas são cristalinas devido a sua formação calcaria e até olhando em um mapa é visível essa diferença na coloração da água o que o torna propicio para as filmagens. Há muitos naufrágios induzidos para indústria do cinema o que me fez sentir como num filme em alguns momentos. Há mergulhos em naufrágios, paredões de corais e mergulhos com tubarões. Mergulhando nas Bahamas há pontos onde acontece o mergulho com tubarões e navegamos 15 a 20 minutos para chegar no naufrágio Ray of the Rope, um naufrágio muito visitado pelos tubarões. Os instrutores locais passam uma orientação bem detalhada e extensa e logo estamos na água vendo os primeiros tubarões que ficam nadando circular ao naufrágio e nos observando enquanto os instrutores observam o comportamento de cada mergulhador para identificar se estão preparados para o próximo mergulho. Minha primeira avistagem aconteceu enquanto passava pela cabine de comando do naufrágio e quando sai dei de cara com um tubarão me olhando fixamente, mas pouco interessado continuou em sua navegação em volta do naufrágio. Aos poucos já estávamos tranquilos com a presença deles, identificamos que eram 3 fêmeas da espécie caribenhos de recife. É possível encontrar dentes de tubarão durante esses mergulhos pois eles possuem várias fileiras de dentes que estão em constante troca. Passaram 50 minutos e estava novamente na superfície em estado de euforia muito grande junto com os outros mergulhadores. Navegamos mais 10 minutos e paramos no ponto de mergulho chamado Shark Arena, na beira do grande abismo onde os tubarões seriam atraídos por engodos de peixe e estaríamos ali assistindo seu frenesi alimentar, sem gaiolas de proteção, apenas como expectadores. Após novas orientações, mergulhamos e chegamos aos 10-12 metros de profundidade, já na descida era possível avistar mais de 20 tubarões aguardando nossa chegada e quando o alimentador entrou na água com a caixa de alimentação foi incrível começaram a sair do abismo dezenas de tubarões, estimamos algo como 50. Foi impressionante estar com esse animal topo de cadeia alimentar como expectadores e percebendo que não são máquinas de matar e sim animais incríveis, fortes e inteligentes. Um ponto alto da aventura eu era fotografado e filmado quando entre o cinegrafista e eu passou um grande tubarão e me atingiu com sua nadadeira caudal minha câmera, mas sem sequer me dar atenção, estava apenas de passagem. É possível ver no vídeo que vou colocar o link para vocês. As Bahamas merecem visita em outras ilhas: Bimini, Andros, Grand Bahama e pode incluir a praia de Tiger Beach onde ocorre o mergulho com tubarões Tigre. Encerro o artigo de hoje dizendo a vocês que o tubarão é incrível e precisa ser preservado, irei falar mais sobre isso num próximo artigo. Contem comigo até debaixo d'água!
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