Fernando Barros remando durante durante a travessia.

Circum-Navegação da Ilhabela

3 dias de aventura num surfski
por
Fernando Barros
18/5/2019

Eu frequento a região de São Sebastião no litoral norte de São Paulo desde meu nascimento. Minha família tem casa em Barequeçaba e passei minha infância toda olhando para a Ilhabela, do outro lado do canal, como sendo algo intangível e muito distante.

Lembro de quando eu tinha uns 5 anos sempre brincar com uma prancha de isopor juntamente com o meu irmão e sair batendo os pés, cantando alto para a minha mãe escutar, dizendo: “Nós vamos para a Ilhabela, Nós vamos para Ilhabela…” Nos afastávamos poucos metros e ela nos trazia de volta para o “raso”. A gente dava risada e adorava a ideia dessa aventura impossível.

Eu me sentia tão a vontade no mar que aos 10 anos de idade, meus pais acharam que eu precisava de um estímulo maior e o meu presente de Natal foi um caiaque de fibra de vidro, enorme, feito para adultos mesmo. Eu ia para remar sozinho, a poucos metros da praia e conforme o tempo foi passando, me arriscava a ir cada vez mais longe. Aos poucos a Ilhabela foi ficando mais “perto” e na adolescência, junto de um amigo mais velho, resolvi cruzar o canal, e de lá para cá fiz isso incontáveis vezes, e nas mais diversas condições: com onda, muito vento, mar de ressaca e até durante a noite.

Natal aos 10 anos de idade

1993 aos 15 anos e a Ilhabela ao fundo

A nova fronteira para mim, como foi aos 5 anos de idade cruzar o canal, se tornou dar a volta completa na Ilhabela toda remando. Era tão inatingível naquele momento como era na brincadeira da prancha de isopor.

Ao longo dos anos fui ganhando mais experiência em remadas longas, em equipamentos, tipos de barcos, campismo, expedições (tanto no mar como na montanha). Fiz longas remadas no meu quintal de casa, a volta da Ilha Grande, e uma remada solo de 6 dias de Paraty até Barequeçaba entre o Natal e a virada do ano de 2017-18. Após essa expedição tive a certeza que tinha chegado a hora de tentar a volta da Ilhabela, eu me sentia no equilíbrio ideal entre: físico, mental e conhecimento técnico.

E 1 ano e 3 meses depois, aos 40 anos de idade, com uma vida completamente renovada, uma super companheira ao meu lado e uma filha recém nascida de 30 dias, comecei a remada. Entrei no mar, me despedi dos meus 2 amores e emocionado, comecei a cantar para mim mesmo: “Nós vamos para Ilhabela, Nós vamos para Ilhabela”

Saindo de Barequeçaba


  • Distancia: 25,90km
  • Duração: 5h18 (com parada de 20 minutos no Veloso)
  • Velocidade média: 5km/h


Cruzei os 4,6km do canal até a praia do Veloso em 45 minutos. À poucos metros da praia tem um lindo parcel de pedras e corais que me fez ficar alguns minutos tirando fotos antes de encostar na areia. Foram 20 minutos fazendo o double check de tudo antes de seguir para a parte pesada da remada desse primeiro dia, que era o trecho Veloso – Praia do Bonete. Daqui para frente não existem mais praias para descansar ou se abrigar, e virando a Ponta da Sela, porta de entrada do Canal de São Sebastião, eu entraria em mar aberto, muito mais exposto ao vento e as ondulações.

Segui firme, virei a Ponta da Sela e apesar de ter um pouco mais de vento e ondulação, as condições estavam ótimas para remar. Mas 30 minutos depois comecei a me sentir mal, enjoado e sonolento. Como se eu estivesse de ressaca e bem mais cansado do que eu estaria normalmente… Demorei um pouco para entender o que estava acontecendo, mas aí caiu a ficha. Era a falta de sono acumulada dos últimos 30 dias por ter um bebê recém nascido em casa!

Foi uma luta remar até o Bonete. Cheguei morto, quando desci do barco não conseguia abrir a mão para soltar o remo, por causa de uma câimbra no ante-braço, decorrente do movimento errado que eu estava fazendo para remar em virtude do cansaço.

Comecei a questionar se conseguiria continuar no dia seguinte… Normalmente o primeiro dia de uma expedição sempre é mais traumático, a gente está mais ansioso, dorme pouco na noite anterior, sofre mais para seu corpo se acostumar e para a sua mente entrar em sintonia com tudo, mas essa vez foi realmente intenso!


Deixei o surfski na areia e fui direto para um quiosque que aparentava ter o que comer. Pedi um PF de peixe fresco e enquanto eles preparavam, eu comi uma lata de salada de batata com atum, estava morto de fome! O Tarciso, dono do quiosque, inclusive ofereceu a sua casa para eu guardar o barco. Muito boa gente.

Bom, meu plano foi comer bem, deitar cedo, dormir o máximo possível. E sem pressão, esperar acordar no dia seguinte para sentir como eu estaria e assim seguir o não.


Decidi ficar em um Hostal e não acampado essa noite justamente para dormir bem. Além disso nesse mesmo dia um amigo que eu e a Marcela fizemos na nossa expedição de carro pela América do Sul chegaria nesse Hostel hoje e eu aproveitei para revê-lo.


Segundo dia: Praia do Bonete – Praia de Indaiaúba – Saco do Eustáquio

  • Distancia: 33,05km
  • Duração: 5h30 (com parada de 5 minutos em Indaiaúba)
  • Velocidade média: 6km/h

Acordei as 6:00 da manhã me sentindo muito bem! Apesar do calor infernal e dos borrachudos – não existia ventilador no quarto – eu consegui dormir 10 horas, e estava incrivelmente renovado! Preparei meu café da manhã: omelete desidratado, café com leite, pão integral com pasta de amendoim e saí do Hostal. Antes passei em uma pousada que possuía internet para tentar falar com a Marcela e ouvir um pouco a voz da Gabi. Falar com a Má foi a injeção de energia final que eu precisava para entrar no mar com a motivação necessária para enfrentar o que supostamente seria o trecho mais difícil de toda a circum-navegação da Ilhabela: Cruzar a Ponta do Boi e a Ponta da Pirabura.

O dia estava lindo, sem vento e sem ondulação. Comecei a remar com o primeiro objetivo de parar na Praia de Indaiauba, que como no dia anterior seria a última parada antes do desafio longo de hoje. Foram 6 km em 45 minutos, e serviu para eu ter certeza que estava bem.


Indaiaúba é uma das praias mais lindas da Ilha, se não a mais linda. Tem uma cor de água bem especial, sempre super cristalina e possui uma pequena cachoeira no canto esquerdo que praticamente deságua no mar. A única questão é que essa praia foi “privatizada” por um condomínio de luxo. Tem cameras e seguranças para todo o lado e isso quebra um pouco a magia do lugar.

Fiquei 5 minutos e saí remando firme para manter uma média acima de 6km/h. Em 40 minutos cheguei na Ponta do Diogo e a partir desse ponto eu iniciava a parte mais tensa da remada, um longo costão rochoso, exposto as grandes ondulações, vento e fortes correntes.


O mar começou a balançar bem mais, entrou um leve vento, e eu perdi velocidade, mas considerando o local que estava, a condição era muito boa. 1 hora depois comecei a me aproximar da tão temida Ponta do Boi, o extremo sul da Ilhabela, local de muitos naufrágios e bem conhecida pelos navegantes. Nela existe um grande e lindo farol, cuidado por um faroleiro que vive isolado com a sua familia. Deu para imaginar as tempestades que essas pessoas já viram.

Bem na virada do farol eu encontrei dois barcos parados com pessoas pescando, aparentemente turistas. Cheguei bem perto, todos me cumprimentaram, perguntaram o que eu estava fazendo e se eu estava bem. Contei que estava no segundo dia da remada de volta da Ilhabela, que iria remar até a Praia da Figueira e teria mais 2 dias pela frente. Senti um olhar apreensivo do capitão. E em seguida ele me diz:

Amanhã uma grande tempestade vai chegar, com vento e maré cheia de 1,7m. Avance o máximo que você puder hoje.

Agradeci o conselho, me despedi e continuei remando. Aquele aviso me deixou apreensivo… eu estava acompanhando constantemente as previsões até ontem e a princípio teriam mais 3 dias de tempo bom… Talvez ele estivesse errado ou o tempo realmente iria mudar drasticamente muito antes que o previsto…


Segui remando para o próximo objetivo: cruzar a Ponta da Pirabura, onde existe também um pequeno farol. Nesse local que aconteceu o maior naufrágio da história do nosso país. Morreram 477 pessoas e foi considerado na época o “Titanic Brasileiro”.

A tragédia aconteceu no ano de 1916, quando após um forte temporal, somado a um denso nevoeiro, fez o transatlântico espanhol Príncipe das Astúrias – que transportava passageiros e cargas entre Barcelona e Buenos Aires – se chocar com a laje da Ponta da Pirabura. Essa laje possui 5 metros de profundidade e se extende por uns 200 metros longe da Ponta até cair abruptamente para até 50 metros de profundidade. E foi exatamente nesse degrau que o navio se chocou.

Remar sobre a laje da Pirabura foi pior que passar pela Ponta do Boi, o mar estava bem mais mexido e com ondas maiores. Eu ficava imaginando o naufrágio que estava ali, bem embaixo de mim, a loucura que deveria ter sido aquela situação e a tal tempestade anunciada pelo pescador. O que eu mais queria no momento era sair o mais rápido desse lugar! Mirei o barco para a próxima ponta, a Ponta Pirassununga, que é a entrada para a Baia de Castelhanos e segui remando forte!

Passando pela Pta Pirassununga, comecei a ver outros barcos e o mar acalmou um pouco. Olhei para dentro da baía e vi lá no fundo a Praia da Figueira à uns 50 minutos de distancia, que era o meu plano inicial de parada e pernoite. Mas o aviso do pescador não parava de martelar na minha cabeça… Olhei para o lado oposto da baia, a Pta da Cabeçuda, quase apagada no horizonte por causa da distância e pensei: Vou seguir o conselho do pescador, cruzar essa baía, dormir em outra praia bem mais para frente e me preparar para terminar essa circum-navegação amanhã! Esse temporal não vai me pegar!

Remei por mais 2 horas, e cheguei no Saco do Eustáquio morto e já sem água para beber, mas sabia que a partir desse lugar se no dia seguinte eu remasse com bastante disposição, já seria possível chegar em São Sebastião e concluir a remada.

O Saco do Eustáquio é um famoso local de parada de barcos e é o lugar mais abrigado da parte leste da Ilhabela. Lá existe uma pequena comunidade de pescadores com um restaurante que serve frutos do mar e peixe fresco para os turistas que chegam de barco.

Contei um pouco o que eu estava fazendo e perguntei se teria algum problema se eu dormisse por lá essa noite. Eles me indicaram a sombra de uma árvore para montar a barraca e disseram que eu poderia usar o banheiro e a ducha da praia. Prefeito para mim!


Um pouco antes de anoitecer, logo após todos as lanchas e Iates zarparem e a praia ficar vazia novamente, uma senhora veio conversar comigo. Disse que receberam um aviso pelo rádio que amanha iria chegar um temporal e era para eu tomar cuidado. Exatamente o que o pescador da Ponta do Boi havia me dito! Disse também que a previsão era que ficaria bem ruim a partir das 12:00 e que às 10:00 eles iriam sair de lá com um barco de pesca em direção ao continente e que eu estava convidado para ir junto. Agradeci o aviso e o convite, e falei que iria sair amanhã bem cedo para tentar entrar no canal de São Sebastiao antes da virada de tempo e assim ficar seguro, mas se a tormenta adiantar e não tiver condições de remar que eu aceitaria o convite.


Montei acampamento, comi uma comida pronta embalada a vácuo que eu tinha levado (Vapza), sem esquentar mesmo para não precisar organizar as tralhas de cozinha e me enfiei dentro da barraca de bivaque que parece mais um saco de dormir com varetas do que uma barraca propriamente dita. Mas é super leve e compacta! Para levar no surfski é ideal.

Terceiro dia: Saco do Eustáquio – Baía do Araçá (São Sebastião)

  • Distancia: 40,47km
  • Duração: 8h30 (com 4 paradas de 5 minutos em Jabaquara, Armação, Saco da Capela e Pontal da Cruz)
  • Velocidade média: 6km/h

Durante a madrugada, perto das 2:30 começou a cair uma baita chuva e comecei a achar que poderia ser a tempestade chegando. A partir desse horário não dormi mais… E às 5:00 resolvi levantar para começar a remar o quanto antes. Comi de café da manha o resto da batata doce e da carne de porco que tinha sobrado do jantar para não perder tempo, fechei acampamento debaixo de chuva, guardando tudo molhado no barco e às 6:00 em ponto, com os primeiros raios de sol aparecendo no horizonte comecei a remar!


O objetivo inicial era passar pela Ponta Grossa, parar na praia do Poço – 10 km para frente – e ir avançando de praia em praia conforme fosse possível. O mar estava liso, com uma chuva fina e constante que refletia o laranja do nascer do sol. Uma cena linda! Vi uma tartaruga logo que sai da baía do Saco do Eustáquio e estava me sentindo muito bem naquela hora, apesar de todo o suspense e tensão da chegada da tempestade, estava muito feliz de estar ali, foi o momento mais lindo de toda a expedição.

Remei por 1h30 passando a Ponta Grossa e ao invés de parar na Praia do Poço resolvi continuar remando. 30 minutos depois passei na praia da Fome e foi a mesma coisa, estava me sentindo forte e o mar estava bom e coloquei uma próxima meta: chegar na próxima praia. E assim 2h30 e 16km depois de Sair do Eustáquio aportei na areia da Praia do Jabaquara.

Pisei na areia e tive uma breve sensação de que já tinha escapado do pior, e que daqui para frente seria tranquilo, lá pegava até sinal 3G! Mas poucos minutos depois começou entrar um vento Sul forte que me fez cair na real instantaneamente. Estava chegando o temporal e eu não conseguiria virar a Ponta das Canas – local famoso para os velejadores por causa dos ventos fortes – se esse vento sul aumentasse de intensidade. Não fiquei nem 5 minutos descansando e sai remando bem forte com a próxima meta de chegar na Praia da Armação!

Quanto mais eu me aproximava da Ponta das Canas mais o vento apertava, a situação da remada mudou completamente. Eu remava o máximo possível colado nas rochas para me proteger do vento e não dava para saber se seria possível chegar ou se eu teria que voltar a favor do vento e ficar na Praia do Jabaquara até a tempestade parar, o que poderia levar alguns dias. Resolvi colocar o máximo de energia possível, remando bem forte para chegar o quanto antes na Armação, sem poupar esforço, pois lá a Marcela poderia chegar de carro para me pegar se fosse preciso e estaria em segurança.

Levei 1h20 para remar 7,5km, e chegar na Praia da Armação. Fui bem rápido, me custou bastante energia, mas eu estava em uma situação bem mais controlada agora. Foram no total 24,50km em 3h45 de remada desde do Saco do Eustáquio. Liguei para a Marcela, falei que estava tudo bem e que a partir de agora eu iria seguir tentando avançar o máximo que desse em direção a Barequeçaba e que caso a situação ficasse impossível eu avisaria para me pegar em algum lugar.

Segui remando contra o vento costeando a Ilhabela por mais 1h30 e parei para descansar um pouco depois do centro. Naquele momento entrou um sol e o vento diminuiu, e eu pensei: Essa é a hora de cruzar os 5km do canal em direção ao continente! Pulei literalmente no surfski e sai remando forte mirando o centro histórico de São Sebastião. Mas parecia piada, literalmente 50 metros após, entrou o vento mais forte do que nunca. Eram 11hs da manha e a tempestade de vento sul com maré cheia de sul tinha chegado de vez e bem quando eu estava no meio do canal!

Chuva e vento

Coloquei novamente tudo que eu tinha e o que eu não tinha de energia para sair daquela situação. O mar estava parecendo uma máquina de lavar e eu estava sendo arrastado para o norte. Não conseguia ter certeza se apesar disso eu estava avançando lateralmente em direção a costa oposta, e isso era bem tenso. Comecei a considerar um plano B de virar em direção a Caraguatatuba e remar a favor do vento até alguma praia distante. Tentei mais um pouco e percebi que existia uma potencia de remada que se fosse mantida eu estaria avançando, mas que se fosse menor eu andaria para trás. Foquei o olhar em uma casa laranja, equilibrei meus pensamentos e remei com tudo! 1h15 depois cheguei na praia do Pontal da Cruz, ha 2,5km ao norte do lugar que eu pretendia chegar ao começar a travessia do canal!

Descansei por 15 minutos e resolvi continuar remando em direção a Barequeçaba. Fui avançando lutando contra o vento até passar pelo porto aonde a Balsa cruza o canal. Esse é o local aonde possui a corrente mais forte de todo canal de São Sebastião e eu me deparei de uma vez por todas com a temida combinação de Vento com maré cheia vindo da direção Sul. Lá, acho que entrei no olho da tempestade. Parei eu uma prainha micra que nem nome tem, a apenas 200 metros da praia Preta e liguei para a Marcela avisando para ela me pegar nessa próxima praia. Apesar de estar a uns 3km de Barequeçaba não tinha como seguir mais. Totalmente impossível para um barco a remo seguir naquela direção. Disse que em 15 a 20 minutos chegaria.

Mas quando voltei para o mar para remar esses últimos 200 metros, a mãe natureza acho que resolveu me dar uma basta! Entrei em uma corrente que parecia que eu estava em uma corredeira fazendo rafting, só que no contra-fluxo. Remei na intensidade máxima que eu conseguia! Comecei a gritar de força, mas se passaram 5 minutos eu não tinha saído do lugar! O jeito era atracar na baia do Araçá, a poucos metros antes e encontrar a Marcela por lá. Virei o surfski a favor do vento e como um foguete, cheguei nessa baia, em uns 2 minutos acho. Parei no quintal de uma casa de pescador que me ajudou a tirar o barco da água. Eu já estava no mar remando ha 8h30! sendo que metade disso foi lutando contra o vento!


E assim terminei a circum-navegação da Ilhabela sozinho em um Surfski em 3 dias. E a credito que fui a primeira pessoa a fazer isso dessa forma (sozinho e em um surfski).

Não terminei em Barequeçaba como gostaria e estava projetando na minha cabeça, com um final triunfante com a minha filha e minha mulher me esperando na areia e todos os louros imagináveis, mas completei a circunferência toda da Ilhabela e voltei para casa em segurança! Se aventurar na natureza é assim nossas expectativas são sempre um mero detalhe!

Dedico essa aventura a minha filha Gabi que fez 30 dias de vida no dia que eu completei a expedição. Te amo filha!

Dicas

  • Sempre tento incluir no planejamento começar o dia com uma primeira parada após 1 hora de remada, pois esses minutos iniciais são o momento de testar tudo, equipamento, posição, roupas e etc. assim você terá tempo para ajustar o que precisar antes de algum longo trecho sem possibilidade de paradas.
  • Converse com os moradores locais. As informações mais preciosas sempre saem dai.

Equipamentos

  • 2 pares de remos
  • 1 colete salva vidas
  • 1 Spot Gen3
  • leash para remo e barco
  • Surfski Epic V7
  • Saco estanque de 50 L
  • Apito, cobertor de emergencia, espelho refletor, bússola
  • Relógio Garmin Fenix 5X
  • Head lamp
  • Barraca Bivaque The North Face
  • Isolante Térmico e sleeping bag extra leve
  • Fogareiro Aztec, talheres, pederneira e isqueiro
  • Boné, camiseta manga longa proteção UV, óculos de sol e protetor solar
  • Repelente
  • Recipientes para pelo menos 3 litros de água
  • Baterias portáteis, Celular, Gopro Hero6


LINKS que complementam este conteúdo:
Fernando Barros é arquiteto e empreendedor do turismo de aventura, tendo como pano de fundo para o seu trabalho fotográfico as inúmeras aventuras vividas em mais de 45 países somado ao olhar da composição arquitetônica. As fotografias dão destaques para paisagens inóspitas, locais de difícil acesso e momentos captados, algumas vezes, durante situações de grande desgaste fisico e mental.
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Brasil, canoagem, São Paulo, Ilhabela, Surfski, remada, circum-navegação
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